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António Variações
António Joaquim Rodrigues Ribeiro nasceu no concelho de Amares a 3 de Dezembro de 1944.

Aos 12 anos partiu para Lisboa, onde trabalhou com escriturário até ir para Angola cumprir o serviço militar. Depois de Angola viveu em Londres e em Amesterdão e, ao voltar para Portugal, queria mostrar aos portugueses o que se passava pela Europa. Em Lisboa viveu alguns anos como barbeiro, profissão que tinha aprendido em Amesterdão.

Em 1981 participou n’O Passeio dos Alegres, apresentado por Júlio Isidro, sendo imediatamente lançado para a ribalta pela sua música e pelo seu estilo próprio e inconfundível. O seu primeiro single é uma versão de “Povo que lavas no rio”, de Amália Rodrigues, e é imediatamente segudio pelo LP “Anjo da Guarda”, que conta com dez faixas da sua autoria, incluindo “É p’ra amanhã” e “O corpo é que paga”.

Em 1984 lança o segundo LP, “Dar e receber”, e a 13 de Junho do mesmo ano morre de uma broncopneumonia. Especula-se, até hoje, que terá sido causada pela SIDA.

Em Dezembro de 2004 os Humanos, com as vozes de Camané, David Fonseca e Manuela Azevedo, lançam um álbum de homenagem com músicas de Variações que nunca tinham sido editadas, guardadas por Jaime Ribeiro, irmão de António Variações.

Estilo

António Variações não teve qualquer tipo de educação musical formal, sendo apenas influenciado pelo seu pai, que tocava acordeão e cavaquinho. Depois das suas viagens pela Europa, em que contactou com todo o tipo de artistas e géneros musicais, começou a compor misturando o pop, o rock, o jazz, os blues e o new wave com a tradição portuguesa do fado e do folclore.

A ausência de formação musical é compensada pelo seu sentido do ritmo e das palavras, sendo conhecida a sua admiração a Fernando Pessoa (dedicou-lhe o segundo álbum usando uma frase não acabada retirada do tema “Canção”). As letras de Variações são frequentemente um misto de provérbios, sabedoria popular e experiências pessoais, descrevendo muitas vezes a inquietude e a natureza traiçoeira dos affairs amorosos.

Amália foi uma das suas grandes referências. Para além de lhe dedicar o primeiro LP, compõs uma ode à fadista, “Todos nós temos Amália na voz”. Encontraram-se em palco na Aula Magna da Universidade de Lisboa a 26 de Maio de 1983.

Variações colaborou com Vítor Rua e Tóli César Machado, dos GNR, com Carlos Maria Trindade e Pedro Ayres de Magalhães, então dos Heróis do Mar, banda que actuou como banda de suporte do segundo álbum.

Letras

As letras de António Variações deram origem a pequenos fragmentos que fazem hoje parte integrante da cultura portuguesa. Exemplos disso são:

vem que o amor / não é o tempo / nem é o tempo / que o faz
vem que o amor / é o momento / eu que eu me dou / em que te dás
(Canção de Engate)
É p’ra amanha / Bem podias fazer hoje
(É p’ra amanhã)
Estou bem / Aonde não estou
Porque eu só estou bem / Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem / Aonde não estou
Porque eu só estou bem / Aonde não vou
Porque eu só estou bem / Aonde não estou
(Estou Além)
Maria Albertina deixa que eu te diga (aaaaaahhhh)
(Maria Albertina)

Vídeos

A vida de António Variações - RTP (cerca de uma hora no total)
1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

5ª parte

6ª parte

Humanos e António Variações - SIC Notícias (cerca de 50 minutos no total)
1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

5ª parte

Para mais tarde recordar…

Humanos, Quero é viver

Humanos, Maria Albertina

Toranja, Canção do Engates

Humanos, António

Humanos, A culpa é da vontade

Humanos, Muda de Vida

António Variações, O Corpo é que Paga