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1995

Em Janeiro Win Wenders vem a Lisboa filmar os videoclips dos temas “Sol da Mouraria” e “Alfama”, o primeiro nas instalações da Companhia de Dança de Lisboa, e o segundo utilizando um eléctrico da Carris e o seu percurso por Alfama. Em Fevereiro, os Madredeus actuam em Espanha em 20 concertos.

Em Março estreia Lisbon Story, o filme de Wenders, e os Madredeus fazem 19 concertos em Portugal. Seguem-se, em Abirl, Bélgica, Alemanha, Suíca e Holanda.

Em Junho, nos Açores. participam num documentários sobre o grupo realizado por Rob Rombout. No final de Julho, no regresso ao continente, efectuam uma série de concertos ao ar livre em locais históricos do país, passando pelas muralhas da Vila Nova de Cerveira, a Praça João Franco em Guimarães, o Mosteiro de S. Bento da Vitória no Porto, o palácio de Queluz o palácio de Mateus em Vila Real e o antigo picadeiro da Fortaleza de Almeida.

Em Setembro vão ao Brasil e aos Estados Unidos (Nova Iorque, Boston, San Francisco, Los Angeles). Em Outubro regressam ao Japão. Em Novembro é lançada a biografia do grupo, “Um Futuro Maior”, de Jorge P. Pires, e actuam ao vivo no lançamento. Regressam ao brasil e chegam a Lisboa pouco antes do Natal e desta vez não dão uma série de concertos no final do ano.

1996

O cansaço acumulado ao longo dos últimos 3 anos reflecte-se na relação entre os membros do grupo.

Em Fevereiro, Pedro Ayres, Teresa Salgueiro, José Peixoto e Carlos Maria Trindade começam a ensaiar numa sala do Centro Cultural de Belém, passando depois para os estudos da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos. Em Junho saem Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro, entrando o baixista Fernando Júdice, ex-Trovante e ex-Resistência.

Com a nova formação partem para seis concertos em Itália, onde regressam no final de Julho para gravar “O Paraíso”, nos Condulmer Recording Studios, perto de Veneza.

A 21 de Agosto actuam em Pamplona, Espanha, e a 18 de Setembro apresentm o novo espectáculo ao público português com um concerto em Évora, ao ar livre e com entrada gratuita.

Paraíso

01. Haja O Que Houver
02. Os Dias Sao A Noite
03. A Tempestade
04. A Andorinha Da Primavera
05. Claridade
06. A Praia Do Mar
07. O Fim Da Estrada
08. Agora
09. A Margem
10. Carta Para Ti
11. Coisas Pequenas
12. Nao Muito Distante
13. O Sonho
14. O Paraíso

Haja o que Houver

Coisas Pequenas

Não Muito Distante

O Sonho

(continua)

1993

No início de 1993 a internacionalização dos Madredeus torna-se muito mais evidente.
Em Janeiro actuam na Alemanha em Friburgo, Berlim, Hamburgo, Dusseldorf, Frankfurt e Estugarda. Em Fevereiro regressam à Bélgica, onde há cada vez mais fans dos Madredeus e onde o álbum “Existir” vai subindo constantemente nas tabelas de vendas. Entre outros concertos, actuam duas noites em Bruxelas. Seguem-se Barcelona, Leon e Saragoça.

A EMI decide então lançar os Madredeus internacionalmente. As primeiras promoções discográficas internacionais são na Grécia, ao mesmo tempo que Pedro Ayres participa numa banda em paralelo, os “Resistência”, sendo substuído nos concertos dos Madredeus por José Peixoto. Contudo, rapidamente regressa e os Madredeus tornam-se um sexteto com os dois guitarristas.

No festiva Portugal ao vivo actuam perante 50 000 pessoas num estádio de futebol, em Junho. Joana Vicente produz um novo videoclip para o tema “O Pastor”.

Durante o Verão o grupo encontra-se num digressão interminável em França, passando por Paris, Quimper, Loire, Vannes, Istres, Reims, Chartres, Sévres, St Priest, Ile de Ré, Tarbes, Dijon, St. Darthélemy, Athis, Bordeaux, Quevelly, St Thibaut, Montluçon, Lagny, Montelimar e Toulouse. Segue-se um regresso à Grécia (Atenas, Salónica, Rodes e Creta), a Holanda (em Setembro), o Japão (Tóquio, Osaka, Amakusa e de novo Tóquio), em Outubro, que os deixa deslumbrados, o Luxemburgo e a Suiça. Em Dezembro regressam aos seus fãs portugueses, actuanado na Covilhã, no Funchal, em Coimbra, Guimarães, Viseu, Macau, Sintra, e Lisboa. É em Lisboa que são reccebidos em apoteose durante quatro noites no Centro Cultural de Belém

Entretanto, Rodrigo Leão publica o álbum “Ave Mundi Luminar”, o seu primeiro trabalho a solo.

1994

Após duas semanas de pausa em Janeiro, o grupo reúne-se em ensaios em casa de Gabriel Gomes, para trabalhar novos temas. Gravam uma versão de homenagem a “Maio, Maduro Maio”, que será incluída no álbum “Filhos da Madrugada”, de homenagem a José Afonso.

Wim Wenders, cineasta alemão que prepara um filme sobre Lisboa, Capital Europeia da Cultura, escolhe os Madredeus para a banda sonora do filme. A 5 de Maio, em Londres, a banda sonora do filme encontra-se completa: em vez de um álbum, surpreendem a ediotra com dois, sendo o primeiro lançado ainda na primavera, “O Espírito da Paz”, que resume as impressões do público estrangeiro às canções do grupo. O álbum é apresentado na Bélgica num concerto privado numa igreja em Bruxelas. De volta a Portugal, surgem os videoclips de “Vem” e de “Ao Longe O Mar”, e gravam parte da sua participação no filme de Wender. Os novos temas são apresentados no Mosteiro da Batalha, em Aveiro, em Braga, no Brasil, na Dinamarca e na Bélgica, e, de volta a Lisboa, no concerto de homenagem a Zeca Afonso, no estádio de Alvalade, e no Coliseu do Porto.

Por esta altura Rodrigo Leão abandona os Madredeus, devido ao ritmo intenso do grupo, e é substuído imediatamente por Carlos Maria Trindade, que os acopanha na digressão por Espanha, Portugal, Bélgica, Itália, Holanda, Alemanha, França, Escandinávia e Bélgica.

Em Outubro regrressam ao Japão, onde são recebidos pela família do Imperador. O regresso a Portugal é precedido de concertos na Suécia, em Inglaterra, na Bélgica, na Holanda, e na Alemanha, voltando a terminar o ano com uma semana de concertos no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Na última noite revelam algumas das canções de “Ainda”, a banda sonora do filme de Wenders, e na semana do Natal todos os álbuns dos Madredeus estão no top 20 nacional, um feito inédito em Portugal.

Espírito da Paz

1993

01. Concertino - Minueto (instrumental)
02. Allegro (instrumental)
03. Destino
04. Silêncio
05. Os Senhores Da Guerra
06. Pregão
07. O Mar
08. Os Moinhos (instrumental)
09. Três Ilusões - Sentimento
10. Culpa
11. Amargura
12. As Cores Do Sol
13. Ao Longe O Mar
14. Vem
15. Ajuda

Ajuda

Ainda

01. Guitarra
02. Milagre
03. Ceu Da Mouraria
04. Miradouro De Santa Catarina (Instrumental)
05. A Cidade E Os Campos
06. Tejo
07. Viagens Interditas (Instrumental)
08. Alfama
09. Ainda
10. Maio Maduro Maio

Guitarra

Concerto em S. Paulo; O Mar; O Céu da Mouraria

Alfama

Ainda

(continua)
Maio Maduro Maio

1991/1992

Em Março os Madredeus gravam os clips de “Cuidado” e o “Pastor”, sempre acompanhados por António Pinheiro da Silva. Em Abril participam, a convite da Câmara Municipal de Lisboa, na Semana da Cultura Portuguesa, em Florença, e dão o primeiro converto em Espanha, em Barcelona.

Participam na Europália’92 como representantes de Portugal.

A 30 de Abril de 1992 gravam, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, o álbum duplo “Lisboa”, ao vivo, com a participação de Carlos Paredes e de um coro de 80 vozes vindo expressamente dos Açores. Este disco contém temas dos dois primeiros discos, “Os Dias da Madredeus” e “Existir”, bem como alguns temas novos, como “Mudar de Vida”.

Lisboa

CD 1
01. Matinal (vocal)
02. A Cidade
03. A Península (instrumental)
04. Cuidado
05. O Ladrao
06. O Pomar Das Laranjeiras
07. Mudar De Vida (instrumental)
08. Canto De Embalar
09. O Navio
10. O Pastor
11. As Ilhas Dos Acores (instrumental)
12. A Vontade De Mudar

CD 2
01. A Cantiga do Campo
02. Amanhã
03. A Sombra
04. Solstício (instrumental)
05. A Estrada do Monte
06. A Vaca de Fogo
07. A Confissão
08. As Montanhas (instrumental)
09. O Menino
10. Fado do Mindelo
11. O Pastor

1988

A seguir ao lançamento de “Os dias da Madredeus”, os Madredeus começaram a actuar ao vivo em várias cidades portuguesas, como Lisboa, Setúbal (ao ar livre diante de 8000 pessoas), Santa Maria da Feira, Barreiro, Reguengos, Viana do Castelo, Santa Maria (Açores), Lisboa, Cova da Piedade, Angra do Heroísmo (Açores), Aveiro, Sines e Coimbra.

Foram convidados a participar, na comitiva representativa de Portugal, na Bienal dos Jovens Artistas do Mediterrâneo, em Dezembro, em Bolonha. Para além dos dois concertos inicialmente previstos, foram actuando espontaneamente durante a sua estadia na cidade, com esboços de novas canções. A 22 de Dezembro actuam em Lisboa, na Feira das Indústrias da Cultura.

Foi em 1988 que fizeram o primeiro videoclip, para “A Vaca de Fogo”, do álbum lançado em 1987.

1989

Em Junho actuam na Coreia do Norte, no Festival da Juventude de Pyongyang. De volta a Lisboa, tocam na Igreja de São Luís dos Franceses num concerto a recordar por terem enchido não só a igreja mas também toda a rua em frente.

Em Novembro, de volta a Lisboa depois de vários concertos pelo país, os Madredeus vão apresentando as suas novas canções, interpretadas de modo diferente e com arranjos diferentes de concerto para concerto. “Cuidado”, “O Navio”, “O Pomar das Laranjeiras”, entre outras, vão ficando no ouvido do público.

Deixam de ensaiar na Igreja da Madre de Deus e passam para a Colectividade de Santa Catarina, ao Castelo, de onde vêm Lisboa e o Tejo, fonte de inspiração de várias das suas músicas.

1990

Entre Fevereiro e Abril gravam o álbum Existir, a sua primeira experiência em estúdio, e é então que conhecem António Pinheiro da Silva, ex-Perspectiva e ex-Banda do Casaco, então produtor e engenheiro de som. António Silva irá colaborar com os Madredeus durante 6 anos. A 19 e 20 de Abril actuam no Cinema Tivoli para apresentar
as novas músicas “Matinal “, (onde se ouve pela primeira vez a excelente voz do violoncelista Francisco Ribeiro), “0 Pastor”, “O Navio”, “Tardes de Bolonha” (um instrumental de Rodrigo Leão que resultou da viagem a Itália em 1988), “0 Ladrão”. “A Confissão”, “O Pomar das .Laranjeiras”, “Cuidado”, “As Ilhas dos Açores”, “O Menino”, “Solstício” e “A Vontade de Mudar”.

Em Maio vão a Viena actuar para o burgomestre da cidade, e regressam a Portugal para actuar em todo o país. Vão pela primeira vez a Macau, e demoram algum tempo no Extremo Oriente.

É lançado em CD o primeiro álbum, sem o tema “A Cantiga do Campo”, que ficará para sempre apenas na edição em vinil.

Existir

O segundo disco dos Madredeus teve na canção “O Pastor” o seu primeiro êxito; esta música foi utilizada num filme publicitário na Grécia, embora à revelia do grupo, tendo contribuído para a sua internacionalização.

Do álbum constam, novamente, três músicas instrumentais e uma música vocal:

01. Matinal (vocal)
02. O Pastor
03. O Navio
04. Tardes de Bolonha (instrumental)
05. O Ladrão
06. Confissão
07. O Pomar das Laranjeiras
08. Cuidado
09. As Ilhas dos Açores (instrumental)
10. O Menino
11. Solstício (instrumental)
12. A Vontade de Mudar

Matinal

O Pastor

O Pomar das Laranjeiras

(continua)


Madredeus

A música dos Madredeus cruza o fado e a música tradicional portuguesa com a música erudita e alguma música contemporânea, em particular a bossa nova.

Em 1985, Pedro Ayres Magalhães era baixista dos Heróis do Mar e Rodrigo Leão era baixista dos Sétima Legião, e a pop portuguesa de então levou-os a procurar um outro tipo de música, compondo vários temas para guitarra acústica, sendo acompanhados por Gabriel Gomes, acordeonista dos Sétima Legião.

Em 1986, Francisco Ribeiro, amigo de Pedro de Ayres e aluno de violoncelo no Conservatório de Lisboa entra para a banda. Contudo, as várias audições de cantoras para vocalista ainda não deram resultados.

“Numa noite em que visitam o Bairro Alto, Rodrigo Leão e Gabriel Gomes são atraídos pela voz de uma jovem que subitamente começa a cantar o fado numa mesa de amigos. Conhecem assim a adolescente Teresa Salgueiro, que convidam para uma audição com o repertório que já possuem. Após os primeiros temas, os músicos percebem que tinham finalmente descoberto aquilo que procuravam. Pedro Ayres fica igualmente surpreendido quando regressa de uma viagem ao Brasil e ouve a cassete que os seus companheiros gravaram. Os primeiros ensaios regulares têm lugar nos arredores de Lisboa, na mesma sala utilizada pelos Heróis do Mar mas que se revela completamente inadequada aos rigores do Inverno. Um amigo comum estabelece o contacto com a direcção do Teatro Ibérico, uma pequena companhia independente instalada numa ala do antigo Convento da Madre de Deus, em Xabregas, na zona oriental de Lisboa. Ensaiam normalmente à noite, após terminado o espectáculo da companhia e entusiasmam-se com o som daquele espaço e com os resultados obtidos.” (madredeus.com)

Os dias da Madredeus

Em 1987, na antiga Igreja do Convento de Xabregas, no bairro da Madredeus, gravaram cerca de 15 temas, editados no LP “Os dias da Madredeus”. Foi assim que nasceu o nome do grupo. A inovação da música dos Madredeus, em particular o estilo de fusão de várias tendências, toraram este grupo um fenómeno imediato de popularidade em Portugal.

Após ouvir uma primeira versão do álbum Miguel Esteves Cardoso defende, no Blitz, que “a música é um dos géneros da verdade” e que os Madredeus eram a melhor esperança da nação. As gravações, feitas perante alguns convidados, são feitas com os músicos descalços, com almofadas debaixo dos pés, devido ao chão de madeira ser muito ruidoso, e interrompidas sempre que passava um eléctrico na rua. A 29/11 e 30/11, primeiro no Porto e depois em Lisboa, tocam na primeira parte do concentro de lançamento do Mar de Outubro dos Sétima Legião.

O acolhimento das audiências foi imediato em especial pelo tema “A Vaca de Fogo” mas também por aquela música exigir uma novo tipo de escuta.

Deste álbum fazem parte 4 músicas instrumentais e uma vocal:

01. As Montanhas (instrumental)
02. A Sombra (à memória de António Variações)
03. A Vaca de Fogo
04. Os Pássaros Quando Morrem
05. Adeus… E Nem Voltei
06. A Península (instrumental)
07. A Cantiga do Campo
08. Fado do Mindelo
09. A Marcha da Oriental (intrumental)
10. A Cidade
11. Maldito Dia Aziago
12. A Andorinha (instrumental)
13. O Brasil (vocal)
14. O Meu Amor vai Embora
15. Amanhã

A Vaca de Fogo

A Cantiga do Campo

A Cidade

O Meu Amor vai Embora

“Não somos um grupo, somos pessoas que se juntam para tocar” (Francisco Ribeiro)

“As nossas canções nasceram quase de improvisações, foram criadas calmamente, algumas começaram por ser exercícios de aperfeiçoamento instrumental de todos nós. Nos espectáculos, queremos reduzir a tensão existente nas audiências e nos músicos. Queremos dar tempo para criar a música em palco e para que as pessoas que nos ouvem acompanhem essa criação” (Pedro Ayres Magalhães).

(continua)

Andreas Johnson

Andreas Johnson nasceu a 22 de Março de 1970 em Bjärred, perto de Lund, no sul da Suécia. Nos anos 90 participou na banda Planet Waves, que lançou o álbum Brutal Awakenings antes de os vários membros seguirem carreiras a solo. Depois do seu primeiro álbum, Cottonfish Tales, Andreas tornou-se famoso em 1999 com o hit “Glorious”, que foi depois lançado no álbum Liebling (que incluiu também o quasi-hit “People”) e usado em anúncios da Volvo, da Opel britânica e da Nutella, entre outros.

Em 2002 lançou o terceiro álbum, Deadly Happy. Em 2005, lançou o quarto álbum, Mr. Johnson, e em 2006 participou no Melodienfestival, onde é escolhido o participante sueco no Festival Eurovisão. Ficou em terceiro.

Glorious

People

António Variações
António Joaquim Rodrigues Ribeiro nasceu no concelho de Amares a 3 de Dezembro de 1944.

Aos 12 anos partiu para Lisboa, onde trabalhou com escriturário até ir para Angola cumprir o serviço militar. Depois de Angola viveu em Londres e em Amesterdão e, ao voltar para Portugal, queria mostrar aos portugueses o que se passava pela Europa. Em Lisboa viveu alguns anos como barbeiro, profissão que tinha aprendido em Amesterdão.

Em 1981 participou n’O Passeio dos Alegres, apresentado por Júlio Isidro, sendo imediatamente lançado para a ribalta pela sua música e pelo seu estilo próprio e inconfundível. O seu primeiro single é uma versão de “Povo que lavas no rio”, de Amália Rodrigues, e é imediatamente segudio pelo LP “Anjo da Guarda”, que conta com dez faixas da sua autoria, incluindo “É p’ra amanhã” e “O corpo é que paga”.

Em 1984 lança o segundo LP, “Dar e receber”, e a 13 de Junho do mesmo ano morre de uma broncopneumonia. Especula-se, até hoje, que terá sido causada pela SIDA.

Em Dezembro de 2004 os Humanos, com as vozes de Camané, David Fonseca e Manuela Azevedo, lançam um álbum de homenagem com músicas de Variações que nunca tinham sido editadas, guardadas por Jaime Ribeiro, irmão de António Variações.

Estilo

António Variações não teve qualquer tipo de educação musical formal, sendo apenas influenciado pelo seu pai, que tocava acordeão e cavaquinho. Depois das suas viagens pela Europa, em que contactou com todo o tipo de artistas e géneros musicais, começou a compor misturando o pop, o rock, o jazz, os blues e o new wave com a tradição portuguesa do fado e do folclore.

A ausência de formação musical é compensada pelo seu sentido do ritmo e das palavras, sendo conhecida a sua admiração a Fernando Pessoa (dedicou-lhe o segundo álbum usando uma frase não acabada retirada do tema “Canção”). As letras de Variações são frequentemente um misto de provérbios, sabedoria popular e experiências pessoais, descrevendo muitas vezes a inquietude e a natureza traiçoeira dos affairs amorosos.

Amália foi uma das suas grandes referências. Para além de lhe dedicar o primeiro LP, compõs uma ode à fadista, “Todos nós temos Amália na voz”. Encontraram-se em palco na Aula Magna da Universidade de Lisboa a 26 de Maio de 1983.

Variações colaborou com Vítor Rua e Tóli César Machado, dos GNR, com Carlos Maria Trindade e Pedro Ayres de Magalhães, então dos Heróis do Mar, banda que actuou como banda de suporte do segundo álbum.

Letras

As letras de António Variações deram origem a pequenos fragmentos que fazem hoje parte integrante da cultura portuguesa. Exemplos disso são:

vem que o amor / não é o tempo / nem é o tempo / que o faz
vem que o amor / é o momento / eu que eu me dou / em que te dás
(Canção de Engate)
É p’ra amanha / Bem podias fazer hoje
(É p’ra amanhã)
Estou bem / Aonde não estou
Porque eu só estou bem / Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem / Aonde não estou
Porque eu só estou bem / Aonde não vou
Porque eu só estou bem / Aonde não estou
(Estou Além)
Maria Albertina deixa que eu te diga (aaaaaahhhh)
(Maria Albertina)

Vídeos

A vida de António Variações - RTP (cerca de uma hora no total)
1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

5ª parte

6ª parte

Humanos e António Variações - SIC Notícias (cerca de 50 minutos no total)
1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

5ª parte

Para mais tarde recordar…

Humanos, Quero é viver

Humanos, Maria Albertina

Toranja, Canção do Engates

Humanos, António

Humanos, A culpa é da vontade

Humanos, Muda de Vida

António Variações, O Corpo é que Paga

[arranjas me uma mostra de musica portuguesa (...) meia duzia de musicas diferentes]

Madredeus, Vaca de Fogo

Clã, Probelma de Expressão, ao vivo (videoclip aqui)

Humanos, Quero é Viver

Gomo, Feeling Alive

UHF, Cavalos de Corrida

UHF, Matas-me com o teu Olhar

Heróis do Mar, O Inventor

Mariza, Cavaleiro Monge

Santos e Pecadores, Fala-me de Amor

João Pedro Pais, Mentira

Sara Tavares, Balancê

Cesária Évora, Sôdade

João Gil, Solta-se o Beijo

N’Two feat. Xutos e Pontapés - Ai se ele cai

Madeleine Peyroux [homepage]

Madeleine Peyroux nasceu em 1974 em Athens, Georgia, USA. Aos 6 anos, devido ao desejo do pai ser actor, a família mudou-se para New York; Madeleine cresceu em New York e, posteriormente, em Los Angeles, e quando os pais se divorciaram, foi viver com a mãe para Paris.

Aos 15 anos, em Paris, no Quartier Latin, juntou-se a um grupo de músicos de rua, os Riverboat Shufflers, primeiro a recolher donativos e depois como vocalista. Aos 16 juntou-se aos Lost Wandering Blues and Jazz Band, tendo percorrido a Europa durante dois anos interpretando várias músicas originais de Fats Waller, Billie Holiday e Ella Fitzgerald.

Com base nessa experiência, lançou, em 1996, o álbum Dreamland, com versões de Édith Piaf, Billie Holliday, Patsy Cline e Bessie Smith. Este álbum teve uma enorme aceitação pelo público, sendo descrito pela Time como “a performance vocal mais excitante e envolvente de uma nova vocalista de 1996″. Rapidamente, Madeleine começou a participar nos concertos de Sarah McLachlan e de Cesária Évora, tendo participado também em vários festivais de jazz e na digressão Lilith Fair.

Até 2002, Madeleine viveu recatadamente em Paris, dando concertos ocasionalmente nos USA, e contribuindo para o trabalho de outros artistas. Nesse ano juntou-se ao instrumentalista William Galison, lançando o EP Got You on My Mind, vendido em actuações ao vivo do duo e online. Em 2004 Galison adicionou quatro faixas suas ao EP e relançou-o sozinho.

Em 2004 Madeleine lançou o álbum Careless Love, com versões de Leonard Cohen e Bob Dylan, entre muitos outros, encontrando-se igualmente uma versão de Between the Bars, de Elliot Smith.

Music: Between the Bars, Madeleine Peyroux

Music: Between the Bars, Elliot Smith

Em 2006 lançou Half the Perfect World, que reflecte a influência de vários artistas que marcaram a sua vida, incluindo Leonard Cohen, Tom Waits, Fred Neil e Joni Mitchell, e onde canta ao lado River, ao lado K.D. Lang, um original de Joni Mitchell interpretado também por Allison Crowe e Sarah McLachlan, entre muitos outros. River é uma música frequentemente associada ao Natal, actualmente.

Music: River, Joni Mitchell

River, Allison Crowe

River, Sarah McLachlan

A música de abertura do álbum, I’m allright, é uma das mais famosas de Madeleine.

I’m allright

Todos os seus álbuns podem ser ouvidos na íntegra no seu site.

Rick Astley

Richard Paul Astley nasceu em Inglaterra em 1966. Em 1985 era vocalista de uma banda soul, os FBI, quando foi descoberto pela PWL .

Acompanhado pelos produtores Stock Aitken e Waterman (os mesmos de Bananarama, Kylie Minogue até 1992 e Sonia, entre outros), lançou o primeiro single “When You Gonna”, praticamente desconhecido, e em 1987 lançou “Never Gonna Give You Up”, que se tornou o single mais vendido do ano. Foi o primeiro de 13 singles que atingiram o top30 a nível mundial. O álbum correspondente, Whenever You Need Somebody, foi número 1 no Reino Unido, e dele saíram mais dois hits para Rick Astley: “Whenever You Need Somebody” e uma versão da música When I Fall In Love de Nat King Cole.

Whenever You Need Somebody

Never Gonna Give You Up

When I Fall in Love

Em 1988 lançou o seu segundo single, “Together Forever”. Em 1991, já afastado do trio Stock Aitken Waterman, lançou Cry For Help, com um coro de gospel composto por Andraé Crouch, que colaborara na produção do hit Like a Prayer de Madonna (este…).

Together Forever

Os seus principais êxitos foram:
1987
Never Gonna Give You Up [Canada #1, UK #1, U.S. #1]
Whenever You Need Somebody[UK #3]
When I Fall In Love/My Arms Keep Missing You [UK #2]
1988
Don’t Say Goodbye
Together Forever [Canada #1, UK #2, U.S. #1]
It Would Take A Strong, Strong Man [Canada #2, U.S. #10]
She Wants To Dance With Me [Canada #1, UK #6, U.S. # 6]
Take Me To Your Heart [UK #8]
1989
Ain’t Too Proud to Beg/Put Yourself in My Place [#89 U.S.]
Hold Me In Your Arms [UK #10]
Giving Up on Love [Canada #29, U.S. #38]
1991
Cry For Help [Canada #3, UK #7, U.S. #7]
Never Knew Love [UK #70]
Move Right Out [U.S. #81, UK #58]
1993
Hopelessly [Canada #23 (airplay), U.S. #28, #33 UK]
1994
The Ones You Love [#19 U.S. Adult Contemporary, UK #47]
2001
Sleeping

Depois do adeus…

Fugiu, por escolha própria, do centro das tracções para se dedicar à família.

No total, vendeu cerca de 40 milhões de cópias dos seus álbuns, singles e best of.

Em 2005 lançou o álbum Portrait, constituído essencialmente por versões de clássicos do soul, como “Vincent”, “Nature Boy” e “Close To You”. Segundo várias notícias, está a escrever um novo álbum…

Vincent

Já agora, a música Sleepin, que vem aí a seguir, não vos faz lembrar ninguém? A mim soa-me a Cheryl Sarkisian LaPiere.

Sleepin’

Próximo episódio

Sugestões?

Acid Dawn

Músicas de uma geração rasca que já não se apanham em lado nenhum…

Transvision Vamp

Os Tranvision Vamp foram uma banda de rock alternativo britânica formada em 1986 por Dave Parsons (ex - The Partisans) famosos no final da década de 80, cujas músicas misturavam o punk, o art rock e a sonoridade “big band” de Phil Spector.

Wendy James
, a vocalista principal - e o elemento mais mediático do grupo - foi a principal responsável pela notoriedade do grupo deivo à sua imagem rebelde e cheia de indícios sexuais.

Assinaram um contrato com a MCA e publicaram, em Abril de 1988, uma versão de “Tell That Girl to Shut Up” dos Holly and The Italians. Em Maio lançaram “I Want Your Love”, o primeiro grande êxito, assente numa mistura de pop e punk; atingiu o número 10 na tabela de singles do Reino Unido. Em Outubo lançaram o álbum “Pop Art”.

I Want Your Love

Originalmente um quinteto, continuaram como quarteto após a expulsão do baterista Pol Burton.

O máximo da popularidade seria atingido em 1989, com o single “Baby I Don’t Care” e o álbum “Velveteen”.

Em 1990, a MCA recusou lançar o terceiro álbum da banda, Little Magnets Versus The Bubble Of Babble, devido à sua música ser considerar mais melancólica. Foi lançado finalmente em 1991, mas a popularidade e o interesse pela banda tinha já desparecido. A banda desintegrou-se rapidamente depois disso.

Os seus principais êxitos foram:
1987
Revolution Baby [UK #77]
1988
Tell That Girl To Shut Up [UK #45, US #87, AUS #44]
I Want Your Love [UK #5, AUS #8]
Revolution Baby (re-issue) [UK #30, AUS #27]
Sister Moon [UK #41]
1989
Baby I Don’t Care [UK #3, AUS #3]
The Only One [UK #15, AUS #30]
Landslide Of Love [UK #14]
Born To Be Sold [UK #22]
1991
(I Just Wanna) B With You [UK #30, AUS #16]
If Looks Could Kill [UK #41, AUS #56], uma versão de um original dos Heart.

Depois do adeus…

Wendy James prosseguiu a carreira musical a solo, e relançou-se recentemente com o nome Racine.

Nick Christian Sayer, o guitarrista, abandounou o mundo da música.

Tex Axile, teclado, tocou nos Max durante algum tempo; os Max lançaram o álbum “Silence Running” em 1994, meses antes de desaparecerem. Desde então, tem actuado sozinho, e lançou dois álbuns, “Diary Of A Genius” w “Little Monsters”.

Dave Parsons juntou-se aos Bush, pouco conhecidos no Reino Unido mas famosos no resto do planeta; os singles lançados incluem “Little Things”, “Comedown”, “Glycerine” e “Swallowed”.

Próximo episódio

Alguém se lembra de Rick Astley?