Arquivos por Categoria: about me

“num sofá, numa sala, de janela aberta para a noite, e lá fora, apesar de ser julho, está nevoeiro. a cerrar.”

tipicamente, escreveria agora sobre as recordações que este frio me trás. hoje, apenas tento re-apanhar os cacos de uma semana e meia sem dormir mais de três ou quatro horas por noite. foram noites passadas na net, noites passadas em conversas, noites passadas em me(r)ditações. cacos.

e só me lembro que his boots [are] no longer by my door. e por isso mesmo preciso de parar para pensar. para respirar. para reordenar. para reorganizar. para chorar se for preciso. para me queixar a mim. e para me recuperar.

é uma pausa. indefinida. pelo tempo que for preciso antes de voltar a escrever coisas que me perturbem ainda mais.

até breve.

bom fim de semana…  segundo o gps, estarei a 8.57586793607198 W e 42.84541118603571 N.

baci

à procura de algo que não tem nada a ver encontrei isto. não sei o que mexe mais comigo, se o facto de haver um muro ou se o facto de o muro estar ocupado dos dois lados - pelo menos aqui por estes lados as fronteiras costumam ter mais espaço…

six, going on seven, years ago, at a certain college dinner, i ended up in the streets of the bairro alto kissing this creature… today, i saw the creature for the first time since then…

and back from 2002…

- ficar acordado até ás 4h30 quando nos vamos levantar às 6h30 faz mal à saúde

- ouvir à exaustão a mesmoa música (esta) complica-nos o esquema nervoso

- ouvir álbuns novos (como das The Longe Blondes, de onde sai esta) vicia-nos

mas, above all, eu já devia mesmo saber que quem dorme duas horas no dia a seguir tá quasi KO…

[mas ri-me por todas as costuras]

(a propósito de provavelmente ao sol…)

314. Desejaria construir um código de inércia para os superiores nas sociedades modernas. A sociedade governar-se-ia espontaneamente e a si própria, se não contivesse gente de sensibilidade e de inteligência. Acreditem que é a única coisa que a prejudica. As sociedades primitivas tinham uma feliz existência mais ou menos assim. Pena é que a expulsão dos superiores da sociedade resultaria em eles morrerem, porque não sabem trabalhar. E talvez morressem de tédio, por não haver espaços de estupidez entre eles. Mas eu falo do ponto de vista da felicidade humana. Cada superior que se manifestasse na sociedade seria expulso para a Ilha’ dos superiores. Os superiores seriam alimentados, como animais em jaula, pela sociedade normal. Acreditem: se não houvesse gente inteligente que apontasse os vários mal- estares humanos, a humanidade não dava por eles. E as criaturas de sensibilidade fazem sofrer os outros por simpatia. Por enquanto, visto que vivemos em sociedade, o único dever dos superiores é reduzirem ao mínimo a sua participação na vida da tribo. Não ler jornais, ou lê-los só para saber o que de pouco importante e curioso se passa. Ninguém imagina a volúpia que arranco ao noticiário sucinto das províncias. Os meros nomes abrem-me portas sobre o vago. O supremo estado honroso para um homem superior é não saber quem é o chefe de Estado do seu país, ou se vive sob monarquia ou sob república. Toda a sua atitude deve ser colocar-se a alma de modo que a passagem das coisas, dos acontecimentos não o incomode. Se o não fizer terá que se interessar pelos outros, para cuidar de si próprio.

315. Perder tempo comporta uma estética. Há, para os subtis nas sensações, um formulário da inércia que inclui receitas para todas as formas de lucidez. A estratégia com que se luta com a noção das conveniências sociais, com os impulsos dos instintos, com as solicitações do sentimento exige um estudo que qualquer mero esteta não suporta fazer. A uma acurada etiologia dos escrúpulos deve seguir-se uma diagnose irónica das subserviências à normalidade. Há a cultivar, também, a agilidade contra as intrusões da vida; um cuidado deve couraçar-nos contra sentir as opiniões alheias, e uma mole indiferença encamar-nos a alma contra os golpes surdos da coexistência com os outros.

316. Um quietismo estético da vida, pelo qual consigamos que os insultos e as humilhações, que a vida e os viventes nos infligem, não cheguem a mais que a uma periferia desprezível da sensibilidade, ao recinto externo da alma consciente. Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer.

(obviamente, Pessoa)

suck and smile, baby, suck and smile. deal with it.

vejam. ouçam. (se se interessarem por opinião)

não digo mais nada

devido a alguns motivos, desde 5ª que não vi o “mail profissional”, nem vinha ao meu recanto, e por isso andava até muito feliz… portantos hoje, por entre os comprimidos para aumentar a pila e os comprimidos para a deixar (cito) permanentemente dura, tinha mails de trabalho… vamos lá…

mail 1: da gata assanhada, que é do meu grupo mas não tem qualquer autoridade sobre a minha pessoa: “é indecente o gonçalo não ter cá estado na sexta feira porque eu precisava de falar consigo. além disso, o ricardo anda muito ansioso e quer saber quando é que o gonçalo faz o trabalho dele”.

mail 2: de uma maria, da minha alma mater: “boa! vou preparar tudo para quando cá vier estar tudo pronto para fazermos isso num instante. (…) e espero ainda conseguirmos enviar o artigo antes de agosto”

mail 3: de outra maria, da minha alma mater: “estive a ler, achei muito bem, vou só alterar umas coisas, e depois combinamos ainda esta semana para acabar e enviar”.

mail 4: de um manuel, da minha alma mater: “esteja à vontade, quarta feira ficou o dia todo para si no aparelho, se precisar de alguma coisa mais é só dizer. vou deixar um papel nos seguranças para o caso de precisar de ficar até mais tarde”.


You Are Punk Music


You’ve thought long and hard about what mainstream society has to offer…
And you’ve pretty much decided that most normal things aren’t for you.
You’re creative, expressive, and likely to do things yourself.
You are a rebel and a fighter. You’ll defend your point of view to anyone.

who? me? punk??

num exame de matemática deste ano, em que o número de sócios, N(t), de um clube a cada dia (t) é dado por uma série, e, por isso, função do número de sócios do dia anterior, pede-se para calcular ao fim de quantos dias se comemora a inscrição do sócio 1000, começando no dia 0 (t = 0). chega-se rapidamente (demasiado depressa, diria eu…) que quando t = 529 estamos um pouco abaixo de 1000 e quando t = 530 estamos um pouco acima de 1000. os critérios de correcção indicam que 529 ou 530 são igualmente válidas.

ora…

- o enunciado só refere t ≥ 0, e “t dias”. como ninguém anda para aí a falar em 0,25 dias, ou mesmo em 0,10 dias, infere-se que t é um inteiro. ora, N(529) < 1000, por isso comemora-se ao 530 e nunca na véspera.

- por outro lado, a expressão para N(t) é qualquer coisa como a/(1+b exp(-c t)), de onde se poderia pensar que t é real, e por isso seria 529 e qualquer coisa, isto é, 529 dias,  x horas, y minutos e tal para abrir a rolha. Nem 529 nem 530, just in between.

- a terceira hipótese que aqui refiro foi a que me ocorreu primeiro - ora então, deve ser num dia qualquer marcado pela direcção do clube depois de o dito milésimo sócio estar inscrito, sim, porque sendo uma “associação desportiva”, não me parece que tenham tudo pronto para quando entrar o 1000º sócio soarem as trombetas e as garrafas de champanhe desatarem a voar. mas isto aqui não interessa nada. afinal, a pergunta era quando se comemora, e nada diz que a comemoração é feita no mesmo dia. a resposta seria que o tipo aparece ao dia 529, ou 530, ou 529,…, e a comemoração é feita em data a definir. só que esta opção não é sequer mencionada, por isso adiante,

- também gosto muito de “ao fim de quantos dias”… ora, no dia 0, estamos no primeiro dia, por isso o dito fulano entra no 530º dia, no 531º dia, ou in between, só que não há in between nos ordinais…

afinal, ficamos em quê? digam lá o que acham…

a frase que eu hoje mais tenho dito…

“Frankly, my dear, I don’t give a damn.” is a line from the 1939 film Gone with the Wind starring Clark Gable and Vivien Leigh.It was spoken by Gable, as Rhett Butler, in his last words to Scarlett O’Hara. It occurs at the end of the film when Scarlett asks Rhett, “Where shall I go? What shall I do?” if he leaves her. The line is memorable not only because it contains a swear word (which was generally not allowed in films of that time period), but because it demonstrates that Rhett has finally given up on Scarlett and no longer cares what happens to her.This quotation was voted the number one movie line of all time by the American Film Institute 2005. In the novel Gone with the Wind, Rhett does not say “Frankly”, but simply “My dear, I don’t give a damn”. The context is also different; he is speaking quietly to Scarlett in a room, not storming dramatically out of the house.

(en.wikipedia.org)

i

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Este aqui. Via MAbx.

fake a smile and move on.

“ai está a escrever um artigo de massa? mas percebe alguma coisa disso?” não, mas achei que me podia inspirar para o jantar.

“está a corrigir relatórios?” [as pilhas não são óbvias o suficiente, pelos vistos] não, estou a ler umas teorias novas sobre reconstrução mental.

fake a smile. fuck off.

today i’m as good spirited as a three-paw dog…

so, the first thing my daughter said when i picked her up from kindergarten was “sabes pai, eu disse [ha muuuuuuuuuuuitooooo tempo atrás] que o teu carro era pequeno, nas não é, os carros são todos grandes senão os meninos não cabiam lá dentro”
still, she failed to humor me…

and then she goes: “porque é que estás chateado? foram os meninos que se portaram mal?”

bingo.

[now, how come a three year old guess such things?]

de acordo com muitas fontes, todas baseadas nesta, Blake Fielder-Civil, mais conhecido como o marido de Amy Winehouse, esta aqui (ou esta), a da voz impressionante, foi apanhado em fotografias que retratam a “profundeza das suas relações com amigos”, e o grande problema parece ser que numa foto ele aparece a tomar banho com um e noutra um tipo (de barba, pasme-se!) tem uma mão na virilha do dito Blake.

para mim, ter a mão na virilha (oh… so candid…) pila de outro homem, ou ter a mão de outro homem na minha virilha pénis (pénis é uma palavra tão cómica…) pila não me soa nada de news-worthy, nem sequer minimamente indecente. tomar banho com outro tipo, duh…

e eu pergunto-me, where does this places me? demasiado liberal? demasiado desviante? demasiado desligado? demasiado hedonista?…

Amy Winehouse, Back to Black

que estou a corrigir… vamos então a saber…

10:42 - O mistério do protão desaparecido: “Com isto sofre um rearranjo que resulta na eliminação de uma molécula de água e ao desaparecimento de um protão, e surge uma nova ligação covalente no esqueleto carbonado do álcool (metanol)”

10:43 - Glugluglu! “algumas experiências corriam mail porque deixavam aquecer demais ou porque as mangueiras se despendiam das torneiras e alagavam a experiência”

10:45 - Serão optimistas ou bons astrólogos?: “nem todas as actividades tiveram sucesso na sua realização mas toda a experiência correu como previsto”

10:52 - Açambarcar: “para tal utilizámos todo o material disponível no laboratório”

10:53 - Lambert-Beer revisited: “a absorvência é proporcional à espessura”

10:58 - Malvado do ar condicionado: “Durante a problemas de ventilação nunca se ultrapassaram os 70 ºC”

11:02 - ui! “Esta reacção teve um rendimento de 32,6% e 33,3% respectivamente, muito próximo do tabelado”

11:03 - Adeus Fairy! Viva o salino! “O carbonato de sódio é um bom detergente”

11:14 - now you see me, now you don’t! “Quando o intermediário formado é muito instável e por isso não se forma ocorre formação do intermediário.”

11:17 - LOOLLOOOOOOOL! Nem o Eça escreveria tão bem! “Como se observa, o rendimento, 96%, é elevado, verificando-se, contudo, uma discrepância de valores quando se calcula o rendimento, 37%, não conseguindo explicar esta variância indicamos claramente erro da acção calculatória. No que toca à comparação dos índices de refracção os valores são bastante próximos [do produto e do reagente] o que nos leva a ponderar a conclusão de que o índice de refracção não reflecte a pureza adequadamente do óleao, uma vez que ocorreu transição” [vou ao WC que já não me aguento!]

11:21 - Honesty! “Bibliografia: Internet”

12:52 - Esta menina Pureza é uma safada!!! “O índice de refracção obtido experimentalmente tem um valor aceitável [1,4735] visto o índice tabulado ser de 1,4468. O índice de refracção diminui com a pureza.”

[falando sobre mim para mim]

então, duh, o senhor tem a mania que sabe muita coisa, tem a mania que é triacilgliceróis e não triglicerídeos, e depois ainda diz que o glicerol é um álcool. ó homem, cresça e veja se aprende alguma coisa.

[continuando eu calado, a gata assanhada verborreava]

e ao menos podia saber que o inventor da “sotenésse” e da “árdenésse” foi o Mulliken [que toda a gente sabe que estudou a electronegatividade] e não os Pople e Parr [que por acaso "inventaram" aqueles dois termos...]

[e só para terminar em beleza]

a seguir só falta dizer que uma equação diferencial tem a ver com derivadas.

[bom fim de semana]

[façam muito sexo]

[a propósito deste fulano aqui, lembrei-me do amigo leviathan]

of spiritual darkness from misinterpretation of scripture

Besides these sovereign powers, divine and human, of which I have hitherto discoursed, there is mention in Scripture of another power, namely, that of “the rulers of the darkness of this world,” [Ephesians, 6. 12] “the kingdom of Satan,” [Matthew, 12. 26] and “the principality of Beelzebub over demons,” [Ibid., 9. 34] that is to say, over phantasms that appear in the air: for which cause Satan is also called “the prince of the power of the air”;[Ephesians, 2. 2] and, because he ruleth in the darkness of this world, “the prince of this world”:[John, 16. 11] and in consequence hereunto, they who are under his dominion, in opposition to the faithful, who are the “children of the light,” are called the “children of darkness.” For seeing Beelzebub is prince of phantasms, inhabitants of his dominion of air and darkness, the children of darkness, and these demons, phantasms, or spirits of illusion, signify allegorically the same thing. This considered, the kingdom of darkness, as it is set forth in these and other places of the Scripture, is nothing else but a confederacy of deceivers that, to obtain dominion over men in this present world, endeavour, by dark and erroneous doctrines, to extinguish in them the light, both of nature and of the gospel; and so to disprepare them for the kingdom of God to come.

[from The Leviathan, by Thomas Hobbes] [daqui]

[obrigado lu!]