Quanto mais vejo e ouço as almas iluminadas dos dias de hoje mais quero ser um pobre diabo. Quanto mais ouço falar dos “jovens” talentos literários, herdeiros dessa aura impulsionada por Rebelo Pinto, ou dos novos “artistas musicais”, como os Buraca Som Sistema [que deram uma trabalheira a encontrar na net], mais quero ser como os arrumadores ou a fulana da oficina onde levo o carro – pés na terra, cabeça nos ombros.

Quanto mais ouço o Sr. Sousa falar sobre o passado e o futuro, nunca falando do presente, mais quero ser como os eremitas. Quanto mais ouço o Sr. Jardim, o Sr. Silva e outros que tais falar, mais surdo quero ser.

Enfim, quem diria que esta via supostamente evolutiva em que me encontro me provoca cada vez mais o desejo do retrocesso.

Chamem-me cota, conservador, quadrado, ou outra coisa assim, mas gosto do meu mundo como estava, estável, sem aventuras, sem merdas acessórias, apenas o meu mundo, cru, sem panachés nem abatanados, sem tostas com manteiga do lado de fora e mostarda do lado de dentro, sem pedidos especiais, apenas aquele mundo em que se pede um café ou uma tosta.

Para que servem, de facto, todos estes floreados da vida de hoje? É apenas para esconder a realidade? Triste existência a dos que se esforçam por não serem aquilo que são.

Viva Descartes, viva a chuva, vivam os átomos com pernas e hip!hip!hurray! para os simples de espírito porque deles será… J

O vício de agora: Travian. Só é pena ser tããããão lento….

Um Comentário

    • resmunga
    • Posted Maio, 4, 2007 at 10:53 pm
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    Olha quem falou! Ai tu é que és um conservador de pés na terra e cabeça nos ombros que não gosta de floreados? Certo…

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