nos últimos tempos tenho movido a minha existência informática do mundo físico para o mundo servido na net. por lá ficam os ficheiros todos, os mails todos, os contactos todos, à mão de apanhar em qualquer pc comunicante. e hoje descobri, via slashdot, o Fauxto, um genérico do Photoshop que permite editar imagens online.

depois do modem telefónico do clix veio a adsl do sapo e agora a adsl do clix. do tarifário 2 Mb para o actual, 16 Mb, foi um ano de upgrades grátis (sim, eu tenho os 16 Mb e pago os 2 Mb e, pelo “incómodo” [ipsis verbis] dão-me, não 10 GB, não 25 GB, mas tráfico ilimitado, oba oba, descobri hoje nas definições da conta).

depois dos 10 GB do zmail e dos 2 GB (and growing) do gmail, o yahoomail planeia para o mês que vem contas de mail com espaço ilimitado grátis. Depois do writely e do google docs e spreadsheet, depois das wiki’s com espaço para tudo, dos servidores grátis para partilha de ficheiros e para armazenamentos dos mesmos, dos feed aggregators e de tudo o resto acessível via google personalized home, depois da minha música em qualquer sítio via pandora, já não são precisos, em teoria, dvd’s, cd’s, zip’s ou pen’s. claro que continuo a usar tudo isto abundamentemente, não vá um dia não ter net ou os ficheiros desaparecerem.

depois das impressoras ligadas ao pc vieram as ligadas em rede e agora imprime-se para pdf e envia-se por mail para o destinatário ou para o impressor.

depois dos teclados ergonómicos veio o auto-completion, o suggestion, e agora o voice to text. depois de telefonar para comunicar leituras da edp, depois dos sms’s com a mesma coisa, faz-se isso agora online. que é como que diz, ler o contador, olhar para o computador e falar… para quando a telepatia?

depois do windows pago veio o windows grátis via instituição e depois os discos com várias partições, para windows, para linux, para dados, para isto e para aquilo. depois do dual boot vieram as máquinas virtuais que correm um sistema operativo por cima do outro. depois vieram os live cd’s e os live dvd’s que dispensam sistema operativo instalado na máquina. e depois o live dvd de linux com um windows virtual, dois sistemas com tudo o que têm de bom, num dvd, independente de net, de máquina, de tudo.

e agora vou ter que me mexer da cadeira e, efectivamente, fazer algo para ir almoçar… :S

[estou neste momento a escrever este post no word 2007, instalado numa máquina virtual que corre win xp por cima de ubuntu 6.06, tudo isto num live dvd, e é só clickar num botão ali em cima e isto aparece imediatamente no blog. como não há bela sem senão: o dvd leva apenas 4 GB de ficheiros e mais uns pós... a minha reles existência informática passa por uns constante 270 GB de "minimal data" - tudo ficheiros meus, acumulados de há anos para cá, passados de dvd em dvd, e aos quais acedo constante e aleatoriamente... isto para já não contar com os outros tantos (ou mais) GB de música... só para terem uma ideia, a minha tese, cujo pdf são uns reles 5 Mb, tem uma pasta "associada" que ocupa o módico espaço de 2 DVD's...

o próximo passo: um disco externo de 1 TB (1000 GB). só que esse implica ter ligação à rede eléctrica e é, digamos, pesadote, as it comes with it's own set of six cooling fans...]

2 Comentários

    • resmunga
    • Posted Março, 30, 2007 at 7:46 pm
    • Permalink

    é. devo ser um bocadinho antiquado, mas tenho pouco entusiasmo por essas corridas à rapidez, ao tamanho, à potência, à eficiência - por aquilo a que se chama progresso. esta sucessão de coisas tão efémeras que têm de estar sempre a ser actualizadas, sendo substituídas por outras igualmente efémeras, não torna algo fútil o próprio processo da renovação?

  1. gabo a tua capacidade de te manteres actualizado. Eu fico com o meu XP durante uns bons anos, assim como mantive o Windows 98 quando já toda a gente tinha o XP. Já não tenho paciência para me manter actual no mundo dos computadores. Nem para manter a minha biblioteca musical actualizada, quanto mais…

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