i’ve been standing out in the rain

chuva. frio. nevoeiro. vento.
vejo-te. sinto-te. perco-te. cheiro-te.
sei que te conheço, mas não te vejo a tua imagem. imagino-te apenas. vejo-te na penumbra, sinto o teu cheiro pelo meio do crespúsculo, oiço-te caminhar durante o dia, cismo com os teus beijos na cegueira.

i’ve been calling your name

dói-me a alma. custa-me. definhas-me. vivo contigo, mas longe da tua alma. não te pertenço, mas sou teu. torço-me em ti à espera daquele momento, daquele olhar, daquele respirar. anseio.

got that lonely feeling again

não, não me aflijes, não me agonias, não me gastas, não me atormentas, não me torturas, não me angustias. aflijo-me. agonio-me. gasto-me. atormento-me. torturo-me. angustio-me. tu, apenas me iludes. enganas-me. dissimulas-te. encobres-te.
calling out your name

atrais-me com o teu sorriso e recusas-me. chamas-me com o teu cheiro e depois corres para a espuma das ondas. falseias-me com a tua voz, mas nunca falaste. deixas-me definhar, inexoravelmente, com vagar, qual saudade estival, qual morte suspensa do ar.

do you hear me? do you want me?

amaste demais e nunca lá chegaste. fugiste daqui e nunca de cá saíste. desta cidadela. onde nunca estiveste. e por isso me matas com delicadeza. tudo em ti é perfeito. de como me atrais a como me matas.
obviously not.
Cher, All ot Nothing

5 Comentários

    • Resmunga
    • Posted Março, 6, 2007 at 10:36 pm
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    Um ciclo de poemas. É. Devias editar um ciclo de poemas.

    • G.
    • Posted Março, 7, 2007 at 12:00 am
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    darling, poesia, pelo menos p’ra mim, tem que rimar. e eu não consigo nem fazer rimar palavras soltas quanto mais andar a contar métricas!…

    fazemos assim: eu escrevo e tu tentar “domar” a escrita e arranjamos assim um pseudonimo estilo resmungG ou whatever…

    lol

    [poesia eu... bááááaáááá]

    [eheheheheh]

    [ah ah ah ah]

    [ok, you made my night!]

    • Resmunga
    • Posted Março, 7, 2007 at 5:06 pm
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    Eras o primeiro a não aceitar isso. Imagino que, se alguém tentasse corrigir algum verso teu de modo a rimar e, já agora, a cumprir a métrica, primeiro discutias que a coisa ficou com o sentido completamente alterado e depois escrevias naquele sítio uma coisa que não tem nada a ver…

    E, depois, há versos brancos, sem rimas, uma coisa como tu escreves… não chamaria prosa aos teus escritos…

    • G.
    • Posted Março, 7, 2007 at 5:11 pm
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    versos brancos?

    whatever… as long as they’r'nt yellow!

    • catarina
    • Posted Março, 10, 2007 at 1:02 pm
    • Permalink

    poesia nunca tem que rimar. poesia tem que sentir. ou ser. sentida.

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