o tempo não me diz nada
nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
a ponte ficou deserta /
nem sei mesmo se lisboa não partiu para parte incerta
nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
a ponte ficou deserta /
nem sei mesmo se lisboa não partiu para parte incerta
foi rumo ao sul.
escreveu o teu nome algures num bocado de memória.
mas o tempo gastou-lhe a memória.
escreveu o teu cheiro num farrapo dele.
mas está gasto.
escreveu o teu sabor num pedaço da sua alma.
mas tiraram-lha.
deste-lhe o teu corpo.
e quanto te foste embora, levaste o teu corpo contigo.
de que servem as memórias quentes do passado se o futuro é uma álgida alba atroz?
só resta um austral re-encetamento e um fim brutal.
ia rumo ao sul.
amou-te demasiado. e nunca lá chegou.
Março, 5, 2007 às 10:24 pm |
é. de facto. demasiado.
e nunca lá chegou.
Março, 6, 2007 às 12:23 pm |
kê?
Março, 6, 2007 às 4:53 pm |
Olha a catarina, apareceu a comentar! Deve ter tido alguma intenção irónica, ou então, estava só a pensar «por escrito»…
Maio, 21, 2007 às 7:35 pm |
[...] you’re the one i desire 21 05 2007 Em tempos escrevi um post intitulado oblivion. E nessa altura escrevi “de que servem as memórias quentes do passado se o futuro é uma [...]