(…) All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm (…)
Depeche Mode, Enjoy the Silence
[hoje acordei assim. com esta.]
[acordei sem planos, e tenho já a agenda cheia. destesto quando isto me acontece. quando me trocam planos. mesmo sem ter nenhuns para trocar. detesto ter que fazer coisas que não me apetece fazer. é isso.]
[acreditam em coincidências? não? pois, eu também não. mas acho que por vezes pessoas diferentes reagem da mesma maneira ao mesmo estímulo, à mesma coisa, ao mesmo acontecimento. está explicado. é por isso. deve ser por isso que quando nos contrariam nós respondemos à estalada e ao pontapé quando somos adolescentes e depois ou nos passamos dos carretos e dizemos o que não queremos ou então ficamos mudos e calados. é.]
eu ontem à noite olhei para o blog e descobri lá tantos posts na forma de draft, bons para deitar fora. aproveitaram-se dois ou três. acho que o momento em que os tinha escrito era impróprio para consumo. basicamente, sobraram os absolutos.
eu ultimamente tenho-me entretido a pensar nas coisas em que meto e não chegam a lado nenhum. os posts que ficam pendurados por lhes faltarem uma palavra. as coisas que eu não digo por me faltarem as palavras. os capítulos (já cá faltava…) que eu não acabo por já estar desesperadamente farto daquilo. as tarefas domésticas que eu não faço porque já fiz, praticamente a mesma coisa, coisas parecidas dias antes.
[consulta de pediatria às 15h. ela não está doente, caso perguntem. nunca esteve recentemente. mas no infantários estão todos. e eu, para a deixar lá, preciso de um papelinho a dizer que ela não está doente. apesar de ela andar aos pulos pela casa fora. vá lá, já só faltam 4 horas e pouco para pegar nela e a meter no carro. descontando duas horas de sesta, já só faltam duas horas. tou farto dos teletubbies, acho que vou pegar nela e dar uma volta pra ver se ocupo uma boa parte dessas horas. kids!]
não sei se me falta energia para acabar as coisas ou se as coisas não me ineteressam. sei algumas coisas que eu adorava fazer. não sei se me falta tempo, se coragem, se iniciativa, nem sei se realmente me apetece fazer essas coisas.
[já agora, dia 24 de fevereiro, no CCB, vaya con dios. espero estar lá.]
mas hoje, que não vou fazer mais nada que não seja baby sitting, tenho uma coisa para fazer que não me apetece mesmo nada fazer: baby sitting. é que os pais, nós e muitos dos outros, chegam a domingo a ansiar pela segunda.
[depois há coisas que eu não percebo. acho que às vezes fazemos tudo para não estarmos mal acompanhados. preferimos estar sozinhos, é o que dizemos. mas o que dizemos nem sempre é a verdade. umas vezes é mentira, outras é uma não mentira para esconder a verdade. que seca, isto de ser humano.]
por isso acho que, agora que já não chove, vou pegar nela e ir para os baloiços e os escorregas e isso. ela adora, cansa-se, ganha fome. e eu passo o tempo. talvez leve um livro. o “Guerra e Paz”. ou o “Pride and Prejudice”. ou ambos, para não ficar sem ler. não… livros não. o meu livro vai ser animado. ao vivo. a subir e descer escorregas.
[e inspirado por quem está na recta final e por quem é incontinente, é assim: não me venham mais com falinhas mansas, dúvidas, questões metafísicas. juro. da próxima vez que eu vir alguém a dizer uma daquelas mentiras que cheiram mal e se nota que estão a não-mentir para não terem de enfrentar a realidade, me vou à criatura com o rolo da massa. sério.]
e depois, pelas 17h, hora do segundo lanche, ela vai para o infantário. e aquelas duas horas e meias de paz e sossego vão-me saber tão bem!!!! eheheh!!! pelo menos até a ir buscar e ela voltar à paz e sossego do lar. que é como diz, às cenas de gitos e apitos do dia a dia. por agora tenho que ir. só me falta dizer uma coisa. já disse. mandei agora um mail a dizer.
[tenho algumas coisas para dizer a algumas pessoas. mas eu não sou incontinentemente frontal, sou demasiado snowball. só mesmo no limite é que ataco. é que vomito o palanfrório. às pessoas óbvias e a algumas insuspeitas.]
aproveitem o silêncio enquanto dura. enjoy the silence.
[o início do post tinha a ver com coincidências. agora que cheguei ao fim descobri isto. então, acreditam? eu não.]
(…) Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Cant you understand
Oh my little girl (…)
8 Comentários
é. eu também, de quando em vez, ponho-me a pensar nas coisas em que me meto e que já sei à partida (ou desconfio, com muita força) que não me vão levar a lado nenhum. sabes, creio que a vida é mesmo assim. a única coisa que se acaba mesmo (mesmo, mesmo à séria) nela é a própria vida. o resto são fragmentos de coisas inacabadas, adiadas, whatever. tudo fica a caminho. eu costumo dizer que gosto mais de caminhos do que de metas (e gosto!). mas às vezes, aos domingos à noite de trabalho e frustração e música nas alturas, às vezes, só às vezes, dá-me uma certa vontade de, por uma vez, ter algo acabado entre mãos. sabes, agarrar-me a alguma coisa enquanto tudo o resto dança a uma velocidade vertiginosa. mas só de vez em quando. geralmente, passa com o nascer do sol da segunda-feira.
[eu explico-te: é mesmo melhor estar sozinho do que mal acompanhado. é mesmo melhor um espaço cheio de nada ao nosso lado, quando se acorda de manhã, do que um nada cheio de gente. acima de tudo, não há nada pior do que sentirmos que somos o "nada cheio de gente" de alguém. sozinha, definitivamente.]
[devias ser menos snowball... o problema é quando acumulámos demasiadas coisas para dizer e depois misturamos palavras e sentimentos originários de nevões diferentes. fica tudo uma confusão: nem nós conseguimos fazer pontaria, nem a pessoa que apanha com a bola de neve em cheio no meio da testa percebe a mensagem. prefiro a frontalidade incontinente imediata. prefiro arrumar os assuntos. pelo menos alguma coisa na minha vida fica arrumada. há muita coisa que gostava de fazer e ainda não fiz, mas há pouca coisa que gostava de ter dito e ainda não disse.]
[e não, eu nunca acreditei em coincidências.]
“Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable”
[mas adoro o silêncio. isso adoro.]
[e adoooooooro a versão da Tori. vai-te lá lixar, adoro mesmo!:)]
beeeemmm…grandes conversas que vão para aqui: tuas e da catarina!
Estão a falar de q, mesmo?
Epá, na minha maneira de ver as coisas, para quê complicar?
Ai, que coisa!
ó eumesma, eu já te disse que gosto muito de ti?:)
de facto, para quê complicar?:)
(de reparar que eu não complico. eu fico a assistir… isso, eu assisto:)).
[estar mal acompanhado ou estar sozinho, eis a questão. mas todos nós passamos a vida oscilar de um para o outro. só acho é que o espaço não é ao nosso lado. o espaço é em nós. ao nosso lado já não interessa muito.]
assitir? ná… tu és mais do estilo bater, qual assistir. quem assiste sou mesmo eu! como diria o resmunga , serão os bons momentos que compensam os maus ou será que gostamos da vida porque esta é a única que temos? tu tens cara de quem vai pela primeira. eu, eu cá acho que nós estamos vivos porque somos TÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO inertes que nem sequer nos damos ao trabalho de arriscar a pseudo-segurança da nossa vida (no, i’m not suicidal. i’m just post-mortem. honest. my brain has stopped ticking a long time ago…)
[já agora, permite-me a ousadia: tu quando danças és daquelas que afugenta a concorrência ao pontapé e à cotovelada ou simplesmente a concorrência chega-se p'r'o lado pra ver a tua (linda ou nem por isso) figura?]
eu sou mais de me arrepender de ter feito do que de me arrepender de não ter feito. agora entre dizer e ficar calado, só te posso dizer uma coisa: silence IS golden. ou, como eu disse, em tempos, para quê falar se a seguir nos vêm perguntar de que estamos a falar? para quê expor razões a justificar ou a demonstrar algo se a seguir nos perguntam o objectivo? (o meu problema é que eu não tenho meio termo, ou não digo nada ou digo demais - e aplicando a um caso prático, eu achei que tinha dito demais assim que me calei mas passados uns minutos achei que tinha dito de menos) além disso, se eu falasse sempre muito as pessoas iam achar estranho que eu estivesse calado, iam achar que eu estava a esconder algo. assim mais vale ser sempre calado.
[já agora, ousadia dois: uma dia destes tenho que te apresentar o meu irmão gémeo. ias adorar conhecê-lo.]
desculpa lá, mas há coincidências há. afinal, o teu big boss vai ser [se eu ou ele não morrermos de ansiedade durante a espera] o meu arguente principal (tanta gente no planeta e tinhas que me sair na rifa!). afinal, as pessoas fazem a mesma esupidez ao mesmo tempo em sítios diferentes apenas porque são coincidentemente nabas.
adoro dias assim: passei o dia ocupado a não fazer nada. estou no mesmo ponto de partida. trabalho nulo. e porquê? porque não contribuo para o PIB nacional, é o que é. nem para o PIB de porra nenhuma. aliás, este país não vai a lado nenhum, mesmo. tá tudo tão marástico, tão morangado, tão aboborado, que eu acho que não tiravam o cu gordo da cadeira onde ele está atravancadamente preso nem que um tsunami lhes entrasse pelo crânio acéfalo dentro. o país de hoje e dos dias de hoje irrita-me. custa-me um bocado não estar a fazer nada, ser a gaja a sustentar praticamente tudo. confesso. mas lá está, mesmo quando estava a trabalhar havia assim uns dias que me sabia mesmo bem não fazer a ponta nem dum corno nem de outro. [era para aí um dia por ano, mas pronto] portanto amanhã vou fazer o mesmo que hoje. nada. ver uma discussão de tese. jantar com a discutida ou com o meu (aniversariante) pai ou com a gaja ou com os sogros ou com quem me pagar o jantar.
ao longe dizem-me para ter cuidado. eu atiro-me de cabeça porque sei que me avisaram para ter cuidado. you can like it…
[Tori? nejjjjjjj, parafraseando. DEPECHE RULZ!!! e lixa-te tu, prefiro foder-me! :D]
[eskeci-me deste bocadinho]
you fall in love
zing boom
the sky up above
zing boom
is caving in
wow bam
you’ve never been so nuts about a guy
you wanna laugh you wanna cry
you cross your heart and hope to die
ok… o conbersé continua…
resumindo e baralhando:
1-a catarina gosta de mim (já ganhei o dia, com uma gaja no “nuorte” a dizer-me uma coisa linda como esta…até fiquei emocionada)
2-o g é um badalo:ora oscila para um lado ora oscila para o outro, ora diz de mais ora diz de menos, ora faz de mais mesmo fazendo de menos…
ahhhghhh….muito complicado ainda!
Consegui ficar perdido no meio do post e dos comentários. Vocês doutorandos não regulam!
ora então agora vamos lá nós…
e por pontos, que o neurónio já não consegue encadear o raciocínio para além da estrutura primária:
1. o que quer que seja que não disseste, ainda tens tempo para dizer. dá-lhe, gajo!:) (ou será “dá-me”?:))
2. tu tens um irmão gémeo?!?!???!!!
3. não existem coincidências: perdoa-me a insistência, mas é uma questão de sanidade mental. existirá, quando muito, transmissão de pensamentos. agora coincidências não. não me lixes.
4. “ao longe dizem-me para ter cuidado. eu atiro-me de cabeça porque sei que me avisaram para ter cuidado.”
às vezes irrita-me a maneira como és parecido comigo. ARGH! chega-te para lá, aturar-me a mim mesma já é trágico quanto baste.
5. foder-me, assim sozinha, não tem grande piada. assim como assim, não me lixo nem me fodo: depeche são grandes, a tori é maior! maaaaaai nada!:D
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