vamos-nos ausentar do mundo virtual à procura da santa rata.

voltaremos quando os dias encolherem e se tornarem novamente fúteis. i’m so in the mood :D

intéi já…

… e ouçam muito, mas mesmo muito, goldfrapp. até a cachopinha lá de casa vibra com o satin chic… e diz p’ra todo o lado iórsô sátine xiq…

You’re so satin chic / Look rich, talking cheap / On your telephone / Won’t be coming home //He’s my man / Yeah he’s my man / You don’t understand //Ne Na Na Na Na Na Na //Dressed up lizard green / Celluloid seventeen / Lip gloss bold as blood / You got em linin’ up //Racing through the stars / You killed me awhile / My smile synchronized / For every one tonight

Tenho que admitir que sou bom a não fazer aquilo que quero fazer. Mandem-me para a Cote d’azur para um congresso ao qual eu não quero ir que eu digo-vos: chegarei ao fim do segundo dia do congresso e mai’ nada. Ponto. Vou agora perder um lindo fim de semana de rabo no sofá para perder um dia inteiro em aviões, comboios e navettes. Humpf. Assim, sairei de Lisboa na Segunda bem tarde, quando o congresso começa no domingo à tarde, chegarei a Marseille pela hora de jantar e a Toulon bien aprés-dinner, e que se lixe. Je n’etude pas la chimie sous rayonnement! É como pedirem ao Sócrates para governar!!!

Desculpem lá, mas a Cote d’azur não me seduz nada. Acho que ali a Lagoa de Sto. André tem muito mais pica a ver comigo. Chatos! Besides, já ‘tou mesmo a ver que vai ser uma daquelas viagens em que me vão revistar demasiadas vezes, onde irei chegar sistematicamente atrasado ao destino e, na melhor das sortes, ficarei preso numa qualquer alfândega…

acho que nunca contei como foi a viagem a Malta… ora o avião que partia de Lisboa às 08h saiu às 13h, cheguei a Roma cedo, oddly, mas nunca mais abria o check-in até que 5 minutos depois do avião aparecer como “Boarding closed” e de todos jurarem que ainda nao tinha começado o check in ouve-se pelo aeroporto fora “Passenger Justino, from Portugal to Malta, please go TransferDesk C to immediate check-in and boarding”, ora, eu estava na porta B30, oo lá o que era, e tinha que correr para a porta C40 [a dois terminais de distância, duh!] passando pelo dito check-in, e em vez de chegar a Malta às 21h, cheguei às 02h porque o avião ao fazer escala em Reggio-Calabria (ah! Sicillia, la putanesca) ficou lá várias horas à procura do dono de uma mala até que despejaram as malas todas no meio da pista, mandaram-nos sair, apanhar as malas e ir para outro avião… claro, sendo 02h da madrugada, ao chegar a Malta fui levado para uma salinha para revistarem as malas… o regresso foi feito pelos mesmos trâmites, com a excepção de ter comprado tanta coisa tanta tanta tanta no aeroporto de Malta (era tudo MUITO BARATO e eu tinha que me livrar das liras!) que não me queriam deixar entrar no avião, a minha mala vinha SOOOOOOOOOO FULL que em Roma quando a abriram voaram literalmente boxers sujos para todo o lado e eu fiquei uma hora a ver os tipos a tentar arrumar as coisas de volta na mala, donde eu não perdi o avião que já tinha saído porque em Roma é normal o embarque começar depois do avião levantar voo e quando cheguei a Lx estava SOOOO BORED de tédio que jurei a mim próprio só fazer voos directos no futuro.

Tradução:

13h45 LIS - BOD - MRS 20:15 + comboio para toulon + navette (???) para Giens

16:20 MRS - CDG - LIS 21:45, o que deve implicar sair do hotel na noite anterior para chegar a Toulon a horas de jeito para apanhar o comboio para ir para Marselha apanhar o avião para Paris onde a escala é de 45 minutos - ja perdi o avião, é o que é - e chegar a Lisboa, com sorte, três dias depois do previsto. Com as malas completamente revistadas e, com sorte, apenas de algemas e sem camisola de forças.

Ah, e já vos disse que tenho que ir lá para fazer uma apresentação em Francês? Mon Dieu de la France… lembram-se de cada coisa….

Txau, vou travailler…

Já agora, levem lá uma foto do aeroporto de Malta, muito a la Poirot. Não é querido e adorável, tão pequenino….

 

pdf-mags.com

pdf magazines about everything to everyone. free.

[whatever that is...]

[but it's worth it!]

TypOrganism

Bingo, ou a prova do que já estava provado De acordo com o Times, os preços dos combustíveis levaram a BP e a Shell a ter lucros fantásticos. Fica-se portanto a saber que o aumento do preço dos combustíveis não é devido ao aumento do preço da matéria prima, mas sim ao aumento do preço de venda ao público. Ora pois é… Hoje parece ser o dia de descobrir o descoberto. Desde que não se tirem telhas a mais, não nos chove em cima…

Tabu, parte n A 15 de Maio, o tio alberto manda dizer se quer ou não o PSD. Mais um tabu. Alguém naquele partido não tem tabus? Só se for a Manela, essa se os tiver não divulga a posse dos ditos. Viva Manela. Eu não estou na corrida, nem estou fora da corrida, estou a ver, Jardim dixit. Não sei se ganha esta, se o tou viva porque não tou morta se aquele outro que nunca mais voltaria a política. Manela, ‘tás perdoada por ter azedado o leite. Volta lá que a vitela precisa de ser ordenhada e neste país ninguém mete as mãos nas tetas, perdão, na massa.

Livin’ on the edge De acordo com o Público, Audi, VW, BMW, Mercedes e Peugeot de gama alta são os carros mais procurados pelos artistas do carjacking [se tiverem tempo leiam os comentários que os outros leitores lá deixaram, alguns são hilariantes]. Dizem que dá para meter caixas multibanco nas bagageiras. Artistas mongos. E que tal roubar Espaces, C8’s, Mazda 5’s, Carnivals and the such?! Não dava logo para duas ou três?? Viva o Saxo com 170 000 kms e com partes em queda acelerada… Then again, who needs big cars?!

Atrasos de vida Parece que a evolução da vida sofreu um pequeno atraso porque, a dada altura, ficou tudo parado à espera de oxigénio. Que é como quem diz, isto é a última notícia digna de ser divulgada no mundo científico. O que será que queriam dizer quando há uns anos me ensinaram que um dos passos fundamentais para o desenvolvimento da vida foi a evolução das bactérias produtoras de oxigénio?

Penitenciaría Federal de Sona Para quem acompanha a série Prsion Break, parece um daqueles sítios onde se vai para se morrer. Pena ser ficcionada. Será que se inspiraram nestas aqui?

Black Beach, Equatorial Guinea Amnesty International describes incarceration in this Malabo prison as “a slow, lingering death sentence”. Torture, including burning and beating the soles of the feet, is systematic and brutal. The jail, which counts Old Etonian Simon Mann among its inmates, has food rations so meagre that starvation is one of the regular causes of death. Rats scurry around the filthy floors amid overflowing buckets of excrement but medical care is denied for the numerous endemic diseases.

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La Sabaneta prison, Venezuela Any claims the prison authorities may have clung to that they controlled this infamous jail were destroyed in 1994 when a gun battle left 108 prisoners dead. This was no isolated incident. In the following year there was no famous shoot-out but another 196 prisoners died and 624 were injured in smaller outbreaks of violence. Three years after the worst of the violence a cholera outbreak struck almost 700 of the surviving inmates.

Bangkwang jail, Thailand Tempted to take a little marijuana on your fortnight package tour of Thailand? It may be unwise unless you want to end up in the infamous “Bangkok Hotel”. In recent years the prison’s population has trebled to 7,000 and the guards are out-numbered 50-1. Every inmate there is serving more than 25 years and for the first three months of their sentence each is forced to wear leg irons. Inside Building 10, prisoners are held in solitary confinement in pitch-black cells two metres square wearing “elephant chains” for months on end. “Thai prisons are tough,” says Director of Prisons Khun Nattee in a superfluous warning to tourists. “You don’t want to be in Bangkwang.”

Camp Delta, Cuba One of the inmates still wearing the iconic, orange all-in-ones is Omar Khadr, 21. The Canadian has been incarcerated in the military facility at Guantanamo Bay since he was just 15-years-old. Along with around 270 fellow detainees Omar has been been forced to wear a blindfold, handcuffs, mask, manacles and leg clamps – after six years he is still waiting to hear if he will face a trial. Technically, of course, Camp Delta is not a prison. It is a high-security detention camp where the US holds “enemy combatants”. As a result these men do not qualify for the human rights usually afforded to convicted inmates or prisoners of war.

Diyarbakir prison, Turkey The overcrowded, sewage-flooded hallways have a fine pedigree of infamy. In the 19th century, Diyarbakır prison was known throughout the Ottoman Empire as the home of harsh and feared sentences given to political prisoners or members of the enslaved Balkan region who dared to speak out against their rulers. More recently a series of hunger strikes carried out by prisoners claiming they were routinely tortured were brutally put down. A UN study published in the mid-1990s described 300 prisoners being dragged along the prison corridors where they were beaten with truncheons, iron bars, chains and clubs.

Mendoza prison, Argentina In 2004, Amnesty estimated that the prison with an official capacity of 600 was crammed with 1,600 inmates in insanitary conditions. The inadequate sewage and drainage facilities meant the cells were teeming with rodents and the potentially fatal tropical illness Chagas disease was rife. In the isolation area, Amnesty found that overcrowded prisoners had no access to showers and were forced to defecate and urinate in plastic bags in front of each other. The women’s wing was no worse but caused more concern since many of the inmates were mothers and had their children living in misery alongside them.

Nairobi prison, Kenya Around 4,000 near naked inmates are crammed together on the floors of this maze of chain-link fences and razor wire, which has a notional capacity of just 800 inmates. In one dormitory 250 prisoners have been recorded sharing five mattresses. Food, clothes and medical provisions are in short supply as the daily budget is $0.30 per prisoner.

Tadmor military prison, Syria Faraj Beraqdar, a Syrian poet, and five-year inmate, described Tadmor military prison as: “The kingdom of death and madness.” Human Rights Watch has been a little less eloquent but no less damning on the terrifying facility. It concluded: “Tadmor military prison [is] infamous throughout Syria for the extremely brutal abuses. . . gross human rights abuses have occurred at Tadmor military prison since the early 1980s, from deaths under torture to summary executions on a massive scale.” Reports of the violent demise of prisoners includes being cut up into small pieces with an axe, being roped and then dragged to death or just being savagely beaten with metal pipes.

La Santé prison, France When she accepted the job of prison doctor in Paris’s most feared jail, Dr Veronique Vasseur had an idea that she may encounter one or two distasteful incidents. But within her first couple of days she was appalled to meet inmates so deranged or depressed that they had swallowed rat poison, forks and drain cleaner. In 1999 alone, 124 inmates committed suicide in La Santé. By comparison there were just 24 suicides in the entire jail population of California that year. When Dr Vasseur wrote a book exposing conditions inside the jail, France was shocked to hear quite why so many inmates had chosen to kill themselves. Prisoners would stuff their clothes in the cracks in their cells to keep the rats out and most of the mattresses were full of lice and bigger insects. Some of the weaker prisoners had been turned into slaves by their cellmates and systematic rape and the detention of young offenders in cells with seasoned criminals was common. Islamic militants, Basque separatists and past inmates such as Carlos the Jackal were recently joined by the rogue trader Jerome Kerviel.

Carandiru Penitentiary, Brazil The granddaddy of violent prisons. In 1992 a gun-battle ended with 102 inmates shot dead and there are innumerable eye-watering tales of gang warfare, murder and beatings by both inmates and prison guards. Walter Erwin Hoffgen, the head of the prison, summed up his problems neatly: “Of course I don’t have control of the situation. It would be ridiculous to say I did. The prison has 7,500 inmates and only about 1,000 prison officers, divided into four shifts.” It was reported that the medical director of the facility was too scared to even set foot in the prison for several years. Almost one of every five in the prison’s health wing was diagnosed with HIV and “luxuries” such as anaesthetics for surgery were routinely denied. There was only one way to bring the notorious facility under control. In 2002 it was razed to the ground.

belgas para quem já sabia o resultado de misturar mentos e coca cola, é fácil imaginar o que acontece quando 1500 belgas fazem isso em simultâneo (daqui, ou daqui).

mentos coke

PSD pedro passos coelho. patinha antão. santana lopes. neto da silva. ferreira leite. esqueci-me de algum? espero que deixem ir p’ra lá a manela azeda-o-leite. eu cá por mim, entre sócrates e ela, venha ela. parece que ela percebe de contas! ou então deixem ir para lá o tio alberto, pode ser que a malta do contnente vote toda no ps e o psd fique, enfim, assim a modos de gato vadio e escorraçado.

TGV eis duas boas razões para não haver TGV neste país - passar dos 200/250 km/h do alta para os 300 km/h do TGV deve sair energeticamente carote, e poupa apenas meia hora entre lx e prt, isto claro, se se pagar mais, muito mais. a segunda? porque ainda aparece por aí um malandro dum comboio e mata logo duma assentada 20 ovinos (isto, claro, sem pensar nos feridos).

Mais do mesmo Feriado trágico, seis mortes na estrada em três dias. Eu já há uns tempos tinha percebido que temos em média 3 mortos por dia na estrada, é um facto. Eu diria que seis em três nao está nada mal.

Estado da nação Do blog do Marcelo Rebelo de Sousa: JORNAL DE LEIRIA. Fez inquérito a estudantes de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós. Acertar só no nome do Papa, na capital do Brasil, no autor da Mona Lisa, no planeta mais próximo do Sol ou no número de Estados da UE. MESMO ASSIM houve quem falasse em 48 Estados na UE, Portas a liderar a Comissão, Rio de Janeiro capital do Brasil e Paulo Bento a Papa… ABSURDOS. D. Afonso Henriques último Rei de Portugal. Humberto Coelho primeiro Presidente. Figo e Dalai Lama com Nobel. Padre António Vieira autor de O Crime do Padre Amaro. Tornar escorregadio igual a ludibriar. ESPERANÇA. Que algumas respostas sejam pura brincadeira. Lamento, caro Professor, mas eles quando dizem alguma coisa é com convicção. Brincadeira é, para muitos, um conceito demasiado abstracto para apre(e)nder.

Demasiado eco-eficiente Em tempo de ecologias, a Junta de Freguesia da Ericeira vai ser multada por usar bio-diesel e não gasóleo convencional. A ASAE multou, assim, a Ericeira em sete mil euros por lesar o Estado ao “deixar de comprar combustíveis fósseis”, não arrecadando este “a percentagem de 50 por cento”. Contudo, Joaquim Casado já adiantou que não vai pagar a multa, até porque a freguesia recebe apenas 55 mil euros do orçamento geral do Estado. (daqui) Mesmo depois de ler a notícia toda algumas vezes não percebo. Por muito que possa ser desvio de verbas de um objectivo para outro, se poupam alguma coisita e aé se tornam mais eco-amigos, não valia mais corrigir o orçamento da junta ?

Portas d’ASAE De acordo com o documento, precisou Paulo Portas, cada inspector [da direcção regional do Norte] da ASAE “tem que detectar 124 infracções, levantar 61 processos de contra-ordenação, que vão terminar em coimas, abrir oito processos-crime e fechar ou suspender o funcionamento de pelo menos seis estabelecimentos”. “E até têm de, por instrução central, fazer, pelo menos, duas detenções de pessoas”, frisou. (daqui) Concordo com o princípio de “trabalho por objectivos”, sinceramente concordo. E a ASAE, apesar de alguns exageros, já era necessária. Mas é demasiado caça ao cêntimo, não?

Tua vs. Barragem (daqui) Mantém-se a tradicional e turística linha do Tua ou faz-se uma barragem? Não podemos meter mais moinhos e mais painéis solares? Confesso, gosto de comboios. Na senda da obra pública e do TGV, ainda nao percebi porquê a ponte Chelas-Barreiro. Ou a Beato-Montijo. Que tal uma outra ponte ao lado da actual 25 de Abril, mesmo paralela, com seis faixas, e ficava uma ponte com seis faixas para cada sentido? Isso diminuía o engarrafamento. Ah e claro, 4 vias verdes com 8 guichets normais e 4 via cards, ou lá o que é, não dá. Arranjem o via ponte - sem compra, sem mensalidade, que funcione na via verde apenas na ponte, a la via card. Isso é que era. E esqueçam Lisboa, não cabe lá nem mais uma ervilha. Portagens. 5€/dia/carro, mas com alternativas. Que não há. Por 100 €/mês, eu talvez deixe o carro em parques de estacionamento fora da cidade. Ou talvez não. 

pode ser um bocado maçudo, mas os bonecos são moléculas que foram sintetizadas. vale a pena dar uma olhada aqui:nanokid1.

[ah, e claro, bom fim de semana!]

Madonna feat. Justin Timberlake by Timbalan - 4 Minutes

[enquanto se sobem seis andares de escadas - obrigado vizinho por ter rebentado com as garagens e pifado o elevador...]

- vinte e um… vinte e dois… vinte e nove… trinta e um… trinta e dois… trinta e nove… e depois?

- quarenta… arf arf arf

- quarenta e um… quarenta e dois… quarenta e nove… [ pausa dramática...] e depois?

- arf… cin-arf-quen-arf-ta

[and now for the goods of it...]

- cinarquenarta e um, cinearquenarta e dois…

- cinquenta, filha, cinquenta…

- cinquenta e três… porque é que *me* enganaste, papá?!

[mind the gap... eleanor, put your boots on]

há uma coisa que é o CESD, cartão europeu de seguro de doença, que basicamente permite o acesso aos serviços de saúde dos vários países da europa.

deu-me na gana, e tentei pedir um cartão desses para mim… bem…

segundo a dgs, vai-se ao portal da saúde e pede-se.

no portal de saúde, vai-se ao site da segurança social.

no site da segurança social, vai-se ao centro distrital da segurança social…

ora vamos lá telefonar, sim, tem mesmo que ser no distrital, não pode ser nos outros… ok, telefonemos então para o distrital…

- quer o quê, cartão europeu de doença ? vou passar à minha colega!

- cesdes? que é isso? vou passar à minha colega a ver se ela sabe!

- ah… já ouvi falar, deixe cá ver… [music...] ah, vou passar ao serviço correspondente..

[5 mins depois...]

- sim, sim, nós emitimos isso, tem que passar por cá entre as 9h e as 9h30, segundas, quartas ou sextas, e das 10h às 10h30 nas terças e quintas e trazer…. e uma declaração do médico

- do médico? um qualquer? tem mesmo que ser o de família???

- sim, do seu médico de família…

[vamos telefonar para o centro de saúde então...]

- e quem é o seu médico de família? [Carlota...] ah, já não está cá… quer pedir outro? [outro quê? médico?] então tem que telefonar para… e pedir para lhe atribuírem outro médico de família…

- sim… precisa de outro médico? e quantos membros tem o agregado? [pensamento: raios, mas isso não está tudo lá já escrito?] para marcar uma consulta? vou passar…

- para marcar uma consulta? e é para quê, está doente ou é para mostrar análises? ai é só para pedir uma declaração? deixe cá ver… ora hoje são [22 de abril...], e que tal para o final de setembro, pode ser? não? ai, precisa disso com urgência [não quer dizer, eu tenho um mês...] UM MÊS?!?!?!??!?!?!? então o melhor é passar por cá amanhã, e tentar apanhar lugar [apanhar lugar???] sim, a doutora dá consultas das 10h às 11h, e é por ordem de chegada, o centro abre às 08h, mas aí a partir das 6h já há fila [desculpe lá, eu tenho que ir às seis da madrugada para uma fila esperar pelas oito para tirar uma senha para uma consulta que só é depois das dez para ter um papel assinado a dizer que não tenho nenhuma doença crónica?] ai é só para isso [duh, isso eu já tinha dito...], então e qual é o seu número de utente? espere só um segundo…

[tec tec tec tec... minutos... tec tec tec]

- pois, estive a ver o seu processo, e como nunca veio à médica tem mesmo que vir porque do seu processo não consta nenhuma doença crónica [duh! claro que não! se eu tivesse uma doença crónica já lá tinha ido, não acha?!?!?!?] prontos, então fazemos assim, eu peço à doutora para passar a declaração, e o senhor passa por cá, paga a consulta e levanta-a la para meados de maio [desculpe?] sim, paga a taxa da consulta [qual?] então, enquanto a doutora estiver a fazer a declaração não atende mais ninguém [desculpe lá, tenho que pagar por um papel do médico de família a dizer que nunca me viu, que eu sou saudável, e só posso ir
buscar o dito papel lá para o final de maio?] sim, é o procedimento normal, e é o mais cedo que consigo [mas o raio da mulher só tem que escrever duas linhas e assinar e meter uma vinheta!!!!] então mas quer ou não? [não não quero!]

[um... dois... três... quatro...]

destesto ver o extacto via  verde, vem sempre lá a minha vida toda…o deste mês então fez-me convencer que de pai de família tenho pouco… vamos lá ver por onde é que eu andei:

02/03 03:56 Vit Damásio

02/03 04:06 Queluz (como é que em dez minuto eu vou de santos a queluz via linda-a-velha???????????)

16/03 00:14 Venda do Pinheiro

22/03 05:20 Vit Damásio

22/03 05:29 Queluz (ok, 10 mins era mau… mas NOVE?!?!?!?!?!?!?!?!)

[daqui. através daqui,]

shame on me…. mais de uma semana sem dizer disparates na blogosfera…

enjoy the weekend…

ó professor, um erlenmeyer tarado é um erlenmeyer com ideias estranhas?

ó professor, mas se nós só queremos determinar a concentração na amostra para que é que precisamos dos outros tubos todos? [os da curva de calibração]

ó professor, para que é que lemos o índice de refracção da amostra se já tínhamos lido o do composto puro?

ó professor, porque é que o A estranho é 23 Lnm’s? [o que lá estava era λ = 231 nm]

ó stôr (diz lá chavalo) ó professor, porque é que se a outra curva de absorvências [ehem... calibração...] tinha sete tubos esta só tem seis? [duh... são diferentes, boa?]

ó professor, eu não tou a perceber uma coisa… pakék servem aquelas duas letras, o m e o b, naquela fórmula marada? [fórmula marada: Abs = m * Cc + b]

ó professor, eu tenho uma dúvida (just one? it must be my luck day!), para que é que se determinou o refratamento [índice de refracção] da amostra do grupo 5? [duh... toda a gente MENOS o grupo 5 entregaram as amostras ao criador...]

ó stôr, posso sair mais cedo? tenho que ir ao…olha, não sei se já reparaste, mas os teus colegas já saíram todos, a aula JÁ ACABOU!!!! [tinha o ipod enfiado nos ouvidos. quase literalmente.]

banda sonora do carro que me tem feito lindamente bem nos regressos a casa pós aulas: trios de piano de Beethoven. cusquem .

10-44 s: o intervalo de tempo mais pequeno que pode ser descrito pela física teórica; consequentemente, não é possível estudar o universo antes deste ter atingigo este tempo.

101026 - 101076 s: estimativa para a transformação de toda a matéria em buracos negros ou em anãs brancas; acontece antes de um buraco negro numa caixa (a particle in a box) voltar ao seu estado inicial (10101100).

198 segundos. Ooh La La.

confusion rejection, dos safety matches

 

dúvida sobre os superiores: mas porque é que raios querem sempre tudo no prazo deles? se aquilo é para ser enviado sexta de que vale andarem a perguntar-me durante a terça porque é que ainda não está?

resposta óbvia: sexta seguirá. antes de sábado. {ou… duh! é p’ra sexta, ó trol!}

dúvida sobre os superiores: e se aquilo tem que ser para há três dias atrás, porque é que eles só fazem depois de amanhã?

resposta (não tão) óbvia: porque são pessoas importantes e muito ocupadas {ou… não têm ninguém que o faça por eles… dickheads…}

vita detestabilis

alguém faz ideia do que é uma pessoa “sentimental calculista”?

[night].

um dia destes abri uma gaveta à procura de algo de que já nem me lembrava o que era e encontrei aquele cadernito que eu achava já ter deitado fora. e fiquei para ali a ler. christ. confissões de uma adolescência tardia demasiado precoce. pensamentos circulares, chamei-lhe eu. confissões lineares, na verdade. repetidas.

yeah i, i got to know your name.

well and i, could trace your private number baby

pois. não te devia ler, não foi? lembro-me de tudo como se fosse hoje. da primeira frase que me disseste. tão estúpida, tão sincera, tão própria de adolescentes de dezasseis anos. não vaziamente cheia de sentidos e insentidos. foi a frase mais explícita que eu alguma vez ouvi. hi, i’m m, wanna lay down with me, maravilhoso. duas semanas? um mês? nunca saberei quando é que tudo acabou mesmo, quando é que fomos cada um para seu, eu cheio de saudades dos teus cabelos longos, tu, não sei porque nunca mais te quis falar, preferi desprezar-te. afinal, trocaste-me pela gárgula que te atormentava os dias e as noites desde… nunca me tinham perguntado, eu nunca tinha dito que sim, mas disse-te, sem hesitar.

all i know is that to me you look like you’re lots of fun

open your lovin arms i want some

ainda me lembro do primeiro beijo. foram duas semanas de músicas, de tardes passadas no teu quarto, por todos e os outros motivos, noites dormidas na tua cama porque era inverno {winter is one of the four seasons of temperate zones. it is the season with the shortest days and the lowest temperatures. in areas further away from the equator, winter is often marked by cold weather} e eu não podia ir para casa e ficava na tua sala, e lembro-me do chá e do bolo rei e duas semanas depois, entre worms e orbitais, o beijo. lembro-me dos teus lábios, à minha frente, suspensos naquela palavra dita com o olhar, lembro-me de me sentir pequenino quando a tua mão se aproximou da minha, lembro-me de sentir a tua respiração, de ver os teus olhos a fecharem-se… de sentir os teus lábios carnudos nos meus, a tua boca fria, os teus braços à volta do meu pescoço, e de acordar com aquele toque de suavidade, deitado no teu colo, o toque leve dos teus dedos… {a french kiss, tongue kiss, pash, snog or deep kiss is a passionate romantic or sexual kiss in which one participant’s tongue touches the other’s tongue (or lips) and usually enters his/her mouth}

Well I…I set my sights on you(and no one else will do)

And I, I’ve got to have my way now, baby(and no one else will do)

era inverno. já tinha passado o natal. estávamos na antevéspera de um novo ano. chovia. trovejava. estava frio, muito frio, a av. de roma estava inundada de carros, o metro de água, eu atravessei meia cidade a pé para te dizer olá, e lembro-me de me teres aconchegado nos teus braços, embrulhado no teu roupão, naquela varanda com vista para o caos, a ver a chuva cair lá fora, o corre corre de um fim de dia cinzento e chato, o teu chá quente e o teu calor humano, a não luz de todo o teu quarto, o som abafado que eu aprendi a adorar, a falta de brilho, de agudos, too much bass kicking in my hears, call the police there’s a madman around running down underground to a dive bar, e naquela varanda cinzenta, de vidro, longe do caos, lembro-me de te abraçar, lembro-me de me beijares over and over again, de me deitares e de hi, i’m m, wanna lay down with me, e de ter feito amor contigo ali, no frio da chuva e no quente do teu corpo, na privacidade daquelas janelas para o mundo, de me entregar, de me deixar ir para a chuva, de me deixar ir para o caos, para o turbilhão das emoções que desciam pelos teus cabelos, lembro-me do teu sorriso irónico, de me sentir uma conquista do momento, de te ter amado.

All I know is that to me You look like you’re havin’ fun

Open up your lovin’ arms Watch out, here I come

lembro-me de passar a noite ao teu lado, ao canto, a penumbra sobre nós, eu nos teus braços e tu nos meus, as frases que te disse, os silêncios que não me disseste e os suspiros que gritaste. lembro-me do breakfast in bed, daquela tarde, daquela noite e daquela manhã como se fosse agora.

lembro-me de “aquilo foi aquilo”

e lembro-me de me dizeres aquilo enquanto me levavas de novo, como muitas outras vezes me levarias, para aquela arábia longínqua onde eu me deixava ir, onde me seduzias com um olhar e onde fazias de mim o que querias, onde me podias amar ou violar, beijar ou morder, amar ou desprezar, odiar ou acariciar, ver ou ignorar, usar ou abusar de, onde à minha frente e comigo fazias o mesmo a outras gárgulas, onde comigo nos teus braços beijavas outras criaturas, onde olhavas para mim e vias…

you spin me right round, baby right round like a record, baby right round round round

you whored me. for a month. for a full thirty days and nights you whored me. for you, and lately for our friends. and still you were saint, i was satan. you whored every bit of me. for you, and lately for your pleasure. and still you were saint, i did them all. you changed me so much and so little. you made me grow so much in so little. i still hate you. twelve full years after, i still abhor you. and i still loathe the very same things i did to…

it’s a nice day to start again.

[day]

[to the memory of the night of december the thirtieth, nineteen ninety-six]

[night]

[daily note: eu até já tinha apanhado miúdos a pestanejar demais durante as aulas e visto uma ou outra cabeça a dar traulitadas na estratosfera, but there's always something new they can surprise us with - hoje uma criatura espraiou-se em por cima de duas cadeiras e passou uma bela horita a dormitar... é o que dar haver tantas festas naquela faculdade...]